vv

vv

terça-feira, 7 de maio de 2013

11:10 Por


Ministro diz que PEC das domésticas resgata dívida histórica e que reforma da CLT deve manter direitos dos trabalhadores
25/04/2013 às 15h33
O ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, afirmou, ao programa de rádio Bom Dia Ministro desta quinta-feira (25), que os empregados domésticos estão felizes com a regulamentação da profissão (Emenda Constitucional nº. 72), adiantando que o governo admite discutir a reforma e modernização da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) que completa 70 anos de existência, desde que não sejam excluídos direitos do trabalhadores.
Segundo o ministro Manoel Dias, estão na Casa Civil da Presidência da República as propostas dos diversos órgãos governamentais envolvidos na regulamentação da Emenda Constitucional nº 72 que promoveu a isonomia de direitos trabalhistas entre os empregados domésticos e os demais trabalhadores brasileiros.
De acordo com Dias, o ponto mais polêmico é a multa de 40% sobre o saldo do FGTS no caso de demissão imotivada ou sem justa causa. “Mas a emenda não trouxe nada além do que já existe”, afirma o ministro. “A lei estabelece esse percentual segundo o princípio constitucional da igualdade entre as pessoas”, justificou Manoel Dias. “A multa não pode ser vista como prejuízo, devendo ser entendida como um marco regulatório que resgata direitos negados desde os tempos da escravatura”, afirmou.
Solução deve ser negociada
Acredita o ministro do Trabalho e Emprego que a regulamentação das relações do trabalho doméstico será fácil, devendo Congresso Nacional e o Executivo refletirem a realidade da convivência entre patrão e empregado. “O que tem que se garantir é o que está na lei, não aceitando a perpetuação de uma injustiça histórica”, emendou. “Os patrões e os empregados vão encontrar soluções surpreendentes”.
A fiscalização da lei dos domésticos será da competência do Ministério do Trabalho e Emprego. Contudo, os fiscais não poderão ingressar no local de trabalho sem autorização do patrão, sob pena de violação do domicílio, outra garantia constitucional.
O ministro não acredita que haverá desemprego em massa, podendo haver acomodações no mercado de trabalho, com a contratação de mais diaristas, mas é uma realidade que tem de ser enfrentada, pois há muito a Organização Intencional do Trabalho (OIT) exigia do Brasil a regulamentação do trabalho doméstico.
Enquanto o Executivo e o Congresso discutem a regulamentação e a Justiça do Trabalho ainda não firma jurisprudência sobre os pontos polêmicos da Emenda Constitucional 72, o sitio do Ministério do Trabalho disponibiliza uma espécie de cartilha, onde são respondidas as principais perguntas feitas por empregadores e empregados domésticos.
Setenta Anos de CTL
O ministro Manoel Dias informou que o governo admite discutir a reforma e modernização da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que no dia primeiro de maio completa 70 anos. “Mas não aceitamos reduzir direitos dos trabalhadores. Desse norte não nos afastaremos”, assegurou o ministro.
Para o ministro, a CLT - adotada em 1943 pelo Governo Getúlio Vargas - tem se adaptado às novas realidades do mercado e não pode ser considerada como uma legislação arcaica, porque o Brasil é a 6a . economia do mundo, posição que não poderia ser conquistada se a legislação obreira fosse atrasada e engessada.
“A verdade é que a CLT tem respondido às novas demandas, às novas tecnologias no mercado de trabalho”, afirmou o ministro. “É a garantia de que existem regras fixas nas relações entre empregados e empregadores”, destacou.
Frigoríficos
Manoel Dias destacou o fato dos empregadores e trabalhadores do segmento de frigoríficos, consensualmente, concluírem a versão final da Normal Reguladora número 36 que disciplina as atividades de abate e processamento de carnes e derivados destinados ao consumo humano.
Conhecida como NR dos Frigoríficos, a norma busca a prevenção e a redução de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais, com adequação e organização de postos de trabalho, adoção de pausas, gerenciamento de riscos, disponibilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) adequados, rodízios de atividades, entre outras.
De acordo com dados do Ministério da Previdência Social (MPAS), ocorreram 19.453 acidentes de trabalho em frigoríficos no ano de 2011, 2,73% de todos os acidentes. Foram registrados também, em 2011, 32 óbitos no setor.
Trabalho do Adolescente
O ministro do Trabalho e Emprego adiantou que será realizada, em novembro próximo, no Brasil, a conferência mundial sobre o trabalho do menor, um tema também polêmico porque muitos adolescentes contribuem para aumentar a receita da família.
“Temos de cumprir as exigências da lei. Há o menor que trabalha em casa e ajuda a família. Devemos ver casa a caso. O menor tem de se preparar para ser feliz, para ser homem”, afirmou.
Fonte: Portal Planalto



0 comentários:

Postar um comentário