quarta-feira, 8 de maio de 2013
PORQUE CUIDAMOS DOS NOSSOS PACIENTES COM AMOR!
Sabe a máxima “Não
faça aos outro o que não gostaria que fizessem a você”? Pois esse é um dos
possíveis motivos. Cuidar de idosos e de doentes é um comportamento movido pelo
nosso instinto de moral e por uma capacidade conhecida como “teoria da mente”,
por muito tempo vista como unicamente humana. Ela equivale a se colocar no
lugar de outra pessoa, e até de outros seres vivos, para imaginar sua dor, seus
sentimentos.
Intuir o que se passa com o outro é o que acaba levando à
compaixão e, por fim, ao altruísmo sem segundas intenções. Como explica o
psicólogo americano Steven Pinker em seu livro Tábula Rasa, “nossa teoria da
mente está ligada à nossa habilidade para ter empatia e à nossa concepção de
vida e morte (...). É a fonte do conceito de alma. Uma crença na alma, por sua
vez, entrelaça-se às nossas convicções morais”. E o cerne da moralidade,
continua ele, “é o reconhecimento de que os outros têm interesses tanto quanto
nós temos”.
A observação desse tipo de comportamento em nossos primos mais
próximos, os bonobos e os chimpanzés, sugere que a atenção com o próximo foi
uma característica perpetuada pela evolução, como propõe o primatólogo holandês
Frans de Waal em seu livro Eu, Primata.
Coração frágil
Um dos casos que ilustram sua hipótese é o do bonobo Kidogo, que
sofria de um problema no coração e foi colocado em um novo zoológico para ser
tratado. Confuso pela doença e sem entender os comandos dos tratadores, ele não
conseguia nem sequer ir para onde era chamado. Depois de algumas tentativas
frustradas, outros bonobos se aproximaram dele e o levaram até onde os
veterinários queriam – uma demonstração de que entendiam não só as intenções
dos médicos como também a situação do colega. De Waal ainda enumera mais alguns
exemplos de bichos e humanos que agem em assistência a outros seres sem pensar
em si próprios para concluir que essa é uma tendência que deve ter se originado
em ações de reciprocidade e de cuidado com a família, expandindo-se depois para
os demais indivíduos.
Estudos do neurocientista brasileiro Jorge Moll Neto sobre
altruísmo de certo modo confirmam essa idéia. Em um trabalho publicado na
revista científica PNAS, ele sugeriu que o comportamento altruísta ativa o
sistema de recompensas do cérebro – área ligada ao prazer. Ele observou que uma
doação para uma entidade filantrópica ativava essa região e também o córtex submental
(envolvido com a formação de laços afetivos, como o que ocorre entre mãe e
filho, entre casais e amigos).
Extrapolando um pouco as conclusões do estudo, Moll Neto propôs
uma explicação evolutiva para o altruísmo. Ele usa como exemplo as primeiras
sociedades tribais, em que as pessoas tinham eventualmente de se juntar para
construir algo para a comunidade nascente. “Podemos deduzir que o sistema de
apego foi remodelado de modo a nos envolvermos com causas abstratas. Acredito
que isso foi fundamental para a estabilização da espécie. Nossa sobrevivência
individual dependeu de a gente cooperar com o grupo.”
Essa pesquisa demonstra claramente que a equipe de saúde de
Cândido Sales, tem atenção, compaixão e muito amor pela profissão. Apesar
das autoridades competentes não valorizar essa categoria, esses profissionais dão
o verdadeiro valor que merece ter uma sociedade justa e igualitária. Parabéns
Colegas por mais essa demonstração de carinho pelos nossos semelhantes. “Aqueles
que cuidam dos meus pequenininhos cuidam das meninas dos meus olhos”












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